25 de junho de 2011

Vivendo e aprendendo a jogar


Viver um relacionamento longo e estável é uma experiência realmente fascinante!

O dia-a-dia traz aquela rotina às vezes chata, outras tantas gostosa, de sentar no sofá (o melhor lugar do mundo!) numa tarde chuvosa de frio assistindo qualquer coisa no percorrer do controle remoto. Tudo é uma delícia, só pela companhia.

Mas também traz as diferenças, necessidades sutis, as ambições e medos. E traz a oportunidade de poder trabalhar isso tudo, que inevitável e inerente à consciência humana gregária. Pela convivência surge o esforço para ser convidado a descobrir os meandros daquela outra personalidade, face a face, olhos profundos, como que procurando ou fugindo d'algo.

Intensa é a escolha, de comum acordo, de ter alguém ao lado para que ambos evoluam, aprendam, enriqueçam-se de sabedoria, felicidade, realizações e, por que não, dinheiro. Agora, a cada instante, basta persistir na tentativa da descoberta do outro, e somente assim conseguir desvelar a si próprio.

Isso não é nada fácil, é desafiador. Mas oras bolas, nós não adoramos mesmo um desafio? Vivemos também disso, desses poderes latentes a explorar. Tantas são as habilidades a desenvolver: tolerância, paciência, clareza, desapego, cuidado, carinho, firmeza, força, humildade e liberdade...

Moleza? No fim tudo se resolve, e assim vamos avançando sem parar ao longo de uma deliciosa vida a dois.

Faz lembrar a música... nem sempre ganhando, nem sempre perdendo mas aprendendo a jogar.

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23 de junho de 2011

Começando hoje a mudar o amanhã

Olha que legal!
Mais uma iniciativa pra mudar nossa cultura começando pelas crianças, com brinquedos, jogos e muito conteúdo ético implícito sendo ensinado.
Visite o site www.portalzinho.cgu.gov.br
Beijos do Rô.
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O que você tem a ver com a corrupção?

Proponho um pacto meu para com o leitor, de cidadão para cidadão:

Chega de agirmos ou aceitarmos o "jeitinho" como uma coisa normal para levar vantagem para si em detrimento do direito dos outros!

Chega de colocar o interesse individual na frente do coletivo!

Vamos mudar essa cultura horrenda que vigora há 500 anos!

Respeitemos o espaço vital, a ética, os princípios e conceitos do Método DeRose, e estaremos ajudando a melhorar nosso Brasil.

Mais do que isso, sejamos nós exemplos vivos da filosofia que ensinamos.

É disso que precisamos para fazer do nosso país uma potência respeitada no futuro: quebrar esses paradigmas e rótulos que já nos levam mundo afora.

A mudança deve começar já. E lembre-se: mude o mundo; comece por você.


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2 de maio de 2011

POEMA EM LINHA RETA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

22 de abril de 2011

Fettuccine alla romana

Depois de muito tempo sem marcar presença na cozinha, hoje brinquei de chef e coloquei em prática aquele que creio ser um dos mais fáceis - e sem dúvida o mais saboroso - dos pratos à base de molhos vermelhos: o fettuccine alla romana.

É simplesmente delicioso!

Esse prato é uma combinação de sabores intensos e marcantes, e recomendo seja apreciado com um excelente suco de uva integral, uma água com gás de primeira, ou quem sabe ambos juntos, meio a meio, bem gelados... mas isso já é papo para outro post.

Vamos à receita mágica (como diz meu amigo Jojó, para o meeeu paladar...). E se você deseja impressionar convidados, prepare seu ego para os elogios...

Para 4 pessoas, um pacote de 500g é suficiente. Mas escolha um fettuccine preferencialmente fresco, ou de excelente qualidade, daqueles mais largos, muuuito largos.

Descasque uma cabeça de alho - ou mais, se você for um apreciador desta iguaria - e corte cada dente em fatias bem fininhas. Ponha o alho para fritar com azeite de oliva, depois que começar a dourar, acrescente cogumelos frescos fatiados, alcaparras e azeitonas pretas inteiras sem caroço.

Deixe fritar mais um pouco e depois acresça 6 a 8 tomates inteiros pelados, daqueles que já vem em latas, para facilitar o trabalho, claro. Afinal, estamos aqui para nos divertir!

Aos poucos, o tomate vai-se desmanchando, mas não queremos que se desfaça por completo, pois os pedaços darão um toque especial ao prato na hora de servir.

Acrescente sal a gosto e tempere com noz moscada em pó, ervas de provence e outras especiarias, sem moderação. A partir daqui, a obra de arte em concepção passa a ser do próprio autor eventual, que é assim co-criador da receita. Esta, por sua vez, passa a ser dinâmica, mutante, pois se aprimora a cada preparo, em cada lar.

Voltando ao sabor da nossa pasta, nesse ponto do cozimento, o tomate soltará bastante líquido, portanto não é necessário acrescentar água, basta deixar fervendo alguns minutos em fogo baixo, com a frigideira tampada ou semi-aberta.

Enquanto isso, a água do fettuccine já está a ferver, podendo ser acrescentado um fio de azeite e um caldo de legumes. Aponha a massa no instante da ebulição e deixe cozer pelo tempo marcado na embalagem. Mas aplique aqui o axioma número 1 do Método DeRose, não acredite: acompanhe a alquimia do cereal na água fervente e desligue o fogo quando estiver al dente, já tendo preparado o escorredor. Este é um momento precioso, pois se a retirada da água não se der rapidamente, nos arriscamos a estragar o ponto da massa e tudo vira uma gororoba.

Pronto, acrescente o molho sobre a macarronada e mais um pouco de azeite, se lhe aprouver.
Para fechar, um queijo grana ralado na hora será o catalisador dessa delícia a embriagar seu paladar e de seus amigos.

E nessa boa mesa, regada ainda a pimenta e depois um café gourmet, o prazer da companhia faz de uma noite de outono aquela experiência sensorial inesquecível.

Buon appetito!

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4 de abril de 2011

Você sabe para que está jogando?

Muito legal esse vídeo, nos fala de trabalho em equipe, comunicação, comportamento, mas também de lucidez, entusiasmo, planejamento e pró-atividade!
Aprecie sem moderação.

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