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5 de julho de 2012

Mentalize a coisa certa, do jeito certo...


Este artigo foi escrito para publicação no livro Mentalização - o poder de transformar a realidade, do Instrutor Carlo Mea, Diretor da Unidade Parioli (Roma - Itália), Escola Credenciada do Método DeRose.

O livro está em fase final de revisão para publicação em breve, e a publicação antecipada deste trecho é também uma homenagem ao meu amigo Carlo, grande guerreiro do SwáSthya!!

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"Professor Rodrigo De Bona é Vice-Presidente da Federação do Método DeRose de Santa Catarina (Brasil), autor de três livros de sucesso e director da Unidade Kobrasol, no mesmo Estado.
Um dia, depois de um período prolongado de obras na sua Unidade, viu-se em dificuldades económicas. Durante um círculo de mentalização (sat chakra) muito poderoso, feito exclusivamente entre os instrutores na sede da sua Federação, mentalizou muito dinheiro se lhe chegando. Imaginou que notas de 100 Reais lhe choviam em cima, muitas e muitas notas a voar em torno de si.
Terminada a prática de mentalização, saiu com os instrutores para jantar em um restaurante próximo. Estacionou seu carro do outro lado da rua e, ao atravessar, viu uma carteira no meio da via, e não era uma marca qualquer, era uma Montblanc! Abriu a carteira e estava cheia de notas de 100 Reais, além de muitos cartões de crédito!
Obviamente, com base no tão especial código de ética da nossa proposta cultural, Professor Rodrigo decidiu imediatamente devolver a carteira ao dono. Abriu-a e achou um documento de mergulhador com foto. Foi-se então à procura do dono: entrou em um café que estava em frente, buscando dentre os clientes sorridentes aquele rosto estático de uma foto 3x4, mas não o encontrou. Chamou um garçom para pedir ajuda, o qual, não tendo também localizado a pessoa dentre os comensais, saiu com ele do estabelecimento para despedirem-se.
Nesse instante, eis que o garçom, ao olhar para o meio da rua, vislumbrou uma nota de 100 Reais a esvoaçar rente ao chão. Depois outra e mais outra ainda. Eram várias, espalhadas pela rua a revoar com o vento em um redemoinho monetário tentador! Foram ao encontro delas para recolhê-las, o garçom pegou uma nas mãos com todo cuidado, pois aquilo era para ele talvez o equivalente a uma semana inteira de trabalho. Mas, rigoroso com seus princípios, Rodrigo lhe pediu de volta a nota e colocou-a na carteira, dizendo que iria devolver todas, juntamente com os documentos, tal qual encontrou.
Na carteira havia alguns cartões de visitas do proprietário, que era dono de uma empresa de táxi aéreo, lojas de automóveis etc. Assim, telefonou na mesma hora para o dono do achado, que estava em casa e, estupefato, informou ainda nem sequer ter-se dado conta de que havia perdido seus pertences. Ele passara de moto naquela rua minutos antes e a carteira caíra do bolso de sua jaqueta, espalhando o dinheiro pela rua ao longo de dezenas de metros. Imediatamente combinaram de se encontrar no caminho para casa e, menos de 10 minutos depois, o empresário já estava com todos os seus cartões intactos, sua bela carteira Montblanc e cada uma de suas notas de 100 Reais devidamente organizada.
Naquele momento, Rodrigo titubeou, disse que se arrependera de não ter deixado pelo menos uma das notas com o garçom, pois ela não faria nenhuma falta ao rico homem de negócios, mesmo assim, no momento de decisão, fez a escolha que achava mais justa. O homem ainda tentou oferecer-lhe todo o dinheiro achado, pois o que lhe interessava eram os cartões e também a rara carteira negra. Obviamente a oferta não foi aceita, pois não parecia justa. Trocaram seus cartões de contatos e foram-se para casa: um, feliz por ter achado aquilo que nem o sabia perdido, outro por ter feito aquilo que sua consciência considerava obviamente o correto: devolver ao dono o que lhe é de direito, já que todo aquele dinheiro não era seu.
Hoje em dia, a Unidade Kobrasol está reformada, ainda maior, mais bonita e tem uma óptima estabilidade económica. Rodrigo fez questão de comprar sua prórpia carteira Montblanc, como forma de lembrar-se da justa busca pelo sucesso vista naquele empresário desatento, mas também da ética que deve sempre permear nossa vida.
Mas o mais importante que esta história nos ensina é que não basta mentalizar o que se quer, é preciso fazê-lo com absoluta riqueza de detalhes, em todas as suas nuances. Não adianta apenas imaginar que apareçam notas de 100 a lhe chover em cima, é preciso mentalizar que todas elas sejam realmente suas! Mentalize você recebendo-as em mãos, veja-se segurando e guardando-as com a consciência tranquila de que você fez tudo o que devia e merece ter aquele dinheiro.
É exatamente o que nos ensina nosso Mestre DeRose desde a década de 1960 (Prontuário de Yôga Antigo, edição histórica só para colecionadores):
“Jamais imaginar o que não se deseja ver realizado. O pensamento negativo é mais poderoso do que o positivo, porque o ser humano está educado e condicionado no sentido de utilizá-lo mais. “
“Visualizar somente o que se quer ver realizado e fazê-lo com nitidez e objetividade quase concreta, nos seus mínimos detalhes e minúcias, durante o máximo possível de horas ao dia e todos os dias, ininterrupta, incansável e entusiasticamente, até obter sua cristalização no plano da matéria física.”
“Mentalizar é criar no plano mental o que queremos ver precipitado no nosso mundo individual.”
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18 de janeiro de 2012

As árvores e as pedras

Era uma vez um menino cheio de idéias estranhas. Ele achava que o infinito era pequeno e que o eterno era curto. Conversava com as Árvores e com as Pedras, e emocionava-se com elas, pela magnitude do que lhe contavam. Um dia as Árvores lhe disseram:
- Sabe? No nosso Universo cada uma de nós cumpre o que lhe cabe, pela satisfação de fazer assim. Nenhuma de nós se exime da sua parte. Os humanos passam suas vidas a só fazer coisas que lhes resultem em tensões, infelicidade e doença. Não fazem o que realmente gostariam. Caem no cativeiro da civilização, trabalham no que não gostam para ganhar a vida e perdem-na, em vão, ao nada fazer de bom. Por isso tornam-se rabugentos, envelhecem e morrem insatisfeitos. Procure você viver feliz como nós, pois alimentamo-nos, respiramos e reproduzimo-nos, tal como nos dá prazer. Assim, quando morremos, na verdade continuamos vivas em nossas sementes e crescemos de novo. Vá e ensine isso aos que, como você, podem ouvir nossas palavras. Fará muita gente feliz, livre da escravidão da hipocrisia.
O menino ainda era pequeno para saber a extensão do que lhe propunham as Árvores, mas concordou em levar essa mensagem aos homens. Entretanto as Pedras, que até então tinham-se mantido muito quietas, começaram a falar e disseram coisas aterradoras!
Uma Pedra maior e coberta de musgo, o que lhe conferia um ar ancião e sacerdotal, tomou a frente das demais e falou fundo, ecoando dentro da sua alma:
- Não, você não deve cometer a imprudência de levar aos homens a mensagem das Árvores. Nós somos Pedras frias e friamente julgamos. Estamos aqui há mais tempo do que elas e temos visto o transcorrer desta pequena História Universal dos humanos.
Antes de você, muitos receberam essa mensagem e foram incumbidos, por elas, de recuperar a felicidade que os hominídeos perderam ao ignorar as leis naturais. Todos quantos tentaram ajudar a humanidade foram perseguidos, difamados e martirizados. Cada um conforme os costumes de sua época: crucificados em nome da justiça, queimados em praça pública em nome de Deus e tantos outros martírios pelos quais você mesmo já passou várias vezes e se esqueceu...
Hoje você pensa que não corre mais perigo e aceita tentar outra vez. Quanta falta de senso! Quando começar a dizer as coisas que as Árvores transmitiram, vão primeiro tentar comprá-lo. Se você não sucumbir ao tilintar dos trinta dinheiros, então será preciso que seja realmente um forte para permanecer de pé, pois passarão a agredi-lo de todas as formas.
Mas o menino respondeu prontamente. Tomou um ramo em uma das mãos e uma pedra na outra, e bradou:
- Este é meu cetro. E este, o meu orbe. Com o vosso reino elemental construirei nosso santuário e nele reunirei os capazes de ouvir e de compreender. As rochas manterão do lado de fora os incapazes e as toras aquecerão, do lado de dentro, os que reconhecerem o valor deste reencontro.
As Árvores e as Pedras emudeceram. Depois as Árvores o ungiram com o orvalho sacudido pela brisa, e as Pedras deixaram cair em suas mãos o musgo primevo que lhes vestia, como que a abençoá-lo.
Nesse momento, os raios do Sol eram difusos por entre os ramos e a névoa da manhã. O menino olhou e compreendeu: se a luz fosse excessiva não ajudaria a enxergar mas ofuscaria o entendimento. Então agradeceu aos ramos e à névoa. E mesmo às Pedras que o faziam tropeçar para torná-lo mais atento aos caminhos que percorria. E amou a todos... até aos homens!
(Extraído do livro Mensagens, do Educador DeRose)

2 de outubro de 2011

Mais uma gafe nas nuvens, desta vez de “premiados chefs”

Há mais de uma década sempre ouvimos reclamações de amigos sobre o tratamento dado pelas companhias aéreas àqueles que, por necessidade ou opção, solicitam alimentação especial durante o voo.

Meu primeiro contato sobre esse tema polêmico foi no início dos anos 2000, no capítulo Alimentação Vegetariana: chega de abobrinha! do livro Boas Maneiras, onde o Educador DeRose resumia as tragicômicas roubadas em que já se metera por solicitar alimentação "especial", nos milhares de voos feitos em 50 anos de carreira, a ministrar cursos e lançar livros mundo afora.

Esse texto tinha apenas oito páginas, mas com o passar do tempo acabou crescendo e se tornando um livro próprio, com o mesmo título. Foi-se ampliando conforme também parecia aumentar a cegueira dos responsáveis pela área nutricional das companhias, perante as mudanças sociais que se lhes passava diante dos olhos.

Respeito na Europa, ignorância no Brasil

Houve muitos os avanços na discussão sobre vegetarianismo, a partir de uma maior conscientização ecológica, dos diversos problemas globais causados pelo bicho-homem, com o significativo aumento da quantidade de pessoas que deixam de comer qualquer tipo de carnes.

Na Europa, quase todos os cardápios já têm uma seção especial sem carnes, e podemos nos denominar vegetarianos sem culpa ou risco de sermos olhados com estranhesa e de recebermos apenas uma salada de alface. Mas no Brasil, isso ainda continua um grande problema. Jamais se diga vegetariano, é como se dizer portador de uma doença contagiosa, a pessoa torce o nariz e dá um passo atrás…

Mas apesar de toda a evolução gastronômica internacional, as empresas aéreas, principalmente as brasileiras, continuam a cometer gafes imperdoáveis, desrespeitos descarados ao consumidor, não obstante inúmeras reclamações já registradas em seus sistemas de atendimento ao cliente.

Bem feito, seu teimoso

Por orientação do meu amigo DeRose em seus livros, sempre costumei fazer minha refeição completa antes do embarque, nos trechos longos ou internacionais, para não depender da sorte ou do humor de um nutricionista “estudado”. Mesmo assim, teimoso como bom gaúcho, certa vez resolvi pedir à TAM a tal alimentação VLML (lacto-ovo-vegetariana, ou vice-versa).

Como a própria denominação já explica, nesse sistema alimentar incluem-se todos os tipos de vegetais (verduras, frutas, folhas, raízes, grãos, leguminosas e incontáveis temperos), além de ovos, leite e derivados. Pensei cá comigo: as coisas já devem ter mudado, não creio que as empresas ainda sirvam só arroz e alface para quem se proclama vegetariano.

Ledo engano. Senti na pele - aliás, no estômago – a realidade desse problema. Como prato principal, enquanto meus colegas de viagem degustavam uma lasanha aos quatro queijos, fui contemplado com um arroz, um ambúrguer de soja e um pouco da maldita salada, nem sei de quê.

A soja não me cai nada bem, para mim é pesada e indigesta, mas como estava com fome, tudo bem, afinal, tinha horas de voo pela frente e a comissária informou-me não haver mais disponibilidade da lasanha aparentemente tão saborosa (comida de avião, vai saber…).

Mousse de chocolate é feito de carne?

Mas o pior ainda estava por vir: como sobremesa, todos receberam uma mousse de chocolate e eu, por ser vegetariano, ganhei uma salada de frutas! Aliás, só de melões! O sangue subiu-me, minha vontade era de bradar aos quarto ventos aquela ignorante injustiça gastronômica. Reclamei com a pobre aeromoça, mas logo percebi que não adiantava, afinal, a escolha do cardápio não é sua tarefa.

Tentando recuperar um pouco do prejuízo, expliquei a situação e pedi se não havia sobrado uma sobremesa daquelas. Ela concordou com o raciocínio de que mousse e chocolate não são carne (óbvio?), e pude abrandar minha indignação com um pouco de açúcar e cacau.

Ah, mas isso é só na classe econômica…

Em outra situação, dessa vez voando em classe executiva mas também pela TAM, novamente arrisquei pedir refeição diferenciada. Na econômica há apenas uma ou duas opções, mas com o preço das passagens de executiva e primeira, eles têm até menu!

Dei sorte, no cardápio havia uma pasta recheada de queijo e nozes ao molho de tomate com legumes, eu nem abri a boca para dizer que tinha pedido comida diferente, claro, e também ninguém perguntou. Ufa, até que comi bem.

Aliás, isso já havia ocorrido em outra viagem de econômica (sempre a TAM). Um dos pratos do dia era VLML, com certeza sem querer, e fiquei bem quietinho… Mas na ocasião do bife de soja não teve jeito, nossos nomes foram anunciados no microfone, para que todos soubessem que estávamos recebendo nosso prêmio por pedir algo diferente.

Pelo menos consegui a sobremesa…

Tadinhas das comissárias

Nessa última vez, o caso já foi um pouco mais complicado. Escrevo com a história ainda fresca, pois acabo de jantar, dessa vez voando de executiva (adivinhe a companhia?). Com o razoável sucesso das experiências anteriores, arrisquei de novo, e mais uma vez o cardápio previa uma boa opção: ravioli recheado de mozzarella com molho de tomate e aspargos. Parece delicioso no ar, não?

Experimentei não avisar nada, mas quando chegou nossa fileira, a moça mencionou o registro da opção. Eu disse que preferiria a pasta, porém não havia mais o ravioli, só as outras duas opções: salmão e frango (engraçado, mesmo com todos os outros passageiros tendo pedido refeição “normal”, o prato naturalmente ovo-lacto foi o primeiro a acabar). Então, qual era a opção VLML dessa vez? Arroz amarelo com pimentão e ervilhas. É sério!

Foi difícil segurar o bom humor. Perguntei se o ravioli por acaso não era também VLML (lembrando: massa, mozzarella, aspargos…), e insisti que era essa nossa opção do cardápio, afinal pagamos muito mais justamente para ter o direito de escolha. Outra colega chegou em reforço e ofereceu-se a buscar o prato para avaliarmos. Credo! Que horror! Um arroz amarelo de não-sei-o-quê, com jeito de requentado há três dias, uns pedaços de pimentões em cima e três vagens anãs de ervilhas enfeitando tudo!

Ficou constrangedor mas até engraçado, as comissárias nem tiveram coragem de insistir, elas também tomaram um susto. Uma rapidamente falou que iria tentar outra alternativa. Depois voltou dizendo que havia certa pasta, também de queijo, com molho branco (não sei de onde surgiu isso em pleno ar, talvez fosse a refeição do piloto…).

Enfim, sem alternativas, aceitei a troca. Depois, claro, pedi desculpas para a funcionária pela breve irritação, que compreendeu perfeitamente e merece todos os elogios pela forma como contornou aquela “coisa” que a empresa oferecia para um cliente executivo como sendo “especial”.

Menu business assinado por chefs premiados

Mas essa história não acaba aqui. É preciso mencionar o nome dos autores dessa obra-prima da “baixa-cozinha”, cujas fotos sorridentes ainda enfeitavam o cardápio, que era orgulhosamente aberto assim: “Menu business class Sabores do Mediterrâneo, pelos premiados chefs Sergio e Javier Torres”.

Não tem jeito, não conseguirei explicar melhor do que a própria TAM: “E você poderá degustar muita criatividade neste menu desenvolvido para a TAM com a consultoria exclusiva de dois chefs premiadíssimos: Sergio e Javier Torres. Saboreie e observe: são aromas exclusivos, texturas sofisticadas e gostos inesquecíveis, sempre com personalidade e leveza. Perfeitos para um voo. Perfeitos para você. Bom apetite!” Arroz com ervilha?

Desculpem-me a extensão do assunto, mas tenho de continuar: “Sergio e Javier Torres, chefs dos restaurantes “Dos cielos”, na Espanha, e “Eñe”, no Brasil, já trabalharam em restaurantes de vários países que, somados, chegam a 24 estrelas Michelin.” Vou parar por aqui, mas o texto segue ainda nessa linha…

Pelamordedeus! Isso lá é prato que dois ditos renomados chefs apresentem como sendo ovo-lacto-vegetariano? Arroz com pimentão? Horrível, tenebroso, guardado e apresentado feito marmita em pleno voo! Acredito que eles nem soubessem disso, mas deviam prestar mais atenção no que estão assinando. Já a TAM precisa urgentemente de uma consultoria realmente especializada, não de nutricionistas acadêmicos, mas de um bom apreciador da culinária apenas sem carnes, mas com cor, sabor, aroma, requinte e estética.

Mas não é só falar com o Presidente da TAM?

O problema é que quando tentamos reclamar ou explicar sobre isso, jamais conseguimos falar com as pessoas que realmente decidem, somos atendidos sempre por um telefonista (quando do pedido prévio) ou pela comissária (já na hora do problema, a 10mil pés), as quais, com toda boa vontade possível, explicam: “sinto muito, senhor..."

Será que um dia conseguiremos vencer essa barreira de ignorância? Será que teremos o direito de saborear um prato agradável em um longo voo, sem ter de comer grama com melões e pimentões ou esconder nossa opção de saúde?

Será que essa mensagem conseguirá chegar a alguém que realmente tenha poder para mudar essa gafe gastronômica que acontece a nas alturas, coisa que nem em terra firme já não ocorre mais?

As companhias continuam atrasando seus voos, mas estão ainda mais atrasadas no quesito alimentação. Está na hora de alguém que mande dizer: “deixa comigo”.

Axioma número zero

Como diz meu amigo Joris Marengo, no fim, o Mestre tinha mesmo razão. Aprendi a lição, não pretendo mais pedir refeição diferenciada.

Mas também não desistirei de tentar mudar essa grande injustiça! E enquanto isso, só nos resta comer bastante antes do embarque...

29 de setembro de 2011

Quadrilhas de velhinhos de bike pela Europa!

Uma coisa nos impressionou bastante durante nosso passeio na Europa nesse ano de 2011. Aliás, milhões de coisas nos impressionaram, claro, mas esta não poderia passar sem destaque. E talvez já a tenhamos visto em tantas outras viagens, mas só agora isso se nos revelou.

É incrível a quantidade de velhinhos com que cruzamos em todos os lugares, fazendo turismo, em grandes grupos, em família ou mesmo em casais, de mãos dadas pelas ruas!

Tão bonitinhos vê-los olhando tudo com o encanto de uma criança. E de fato o são. Esses senhores e senhoras, apesar da idade avançada, conseguem manter a curiosidade, a vontade de aprender coisas novas e, em especial, a inquietude inerente à infância.

E não estamos falando de pessoas de meia idade, e sim daqueles os quais as estatísticas atuais já consideram idosos, com mais de 70 anos! Dizem que hoje em dia os 50 são os novos 40, e assim por diante. Esses idosos, são aqueles em cuja face já estão inexoravelmente cravadas as marcas do tempo, dos prazeres e desalentos, das virtudes e vícios.

E o corpo, este veículo tão sensível que carrega nosso ímpeto a todos os lados: frágeis, curvados, endurecidos pela vida, ainda assim todos eles passeiam nos lugares mais impensáveis, com bengalas, muletas, cadeiras de rodas e até andadores! Isso mesmo, vimos muitos idosos - mas muitos mesmo, não 10 ou 20, e sim centenas! - nos pontos turísticos que nós, no auge de nossos "novos 30", já sentimos dificuldade em alcançar. Normalmente em passeios guiados, organizam-se em grupos e vão adiante, sem qualquer receio.

Topos de castelos e torres de catedrais, salas e salas de museus, pontes, montanhas, cachoeiras, cavernas. Eles estão em todo lugar! No seu tempo, vão percorrendo os caminhos que os levam a adquirir mais e mais conhecimento.

Por exemplo, no ponto mais alto e mais difícil que visitamos, a 1885 metros de altitude (Eisreisenwelt, as maiores cavernas de gelo do mundo), lá estavam eles, subindo lentamente todos os 1400 degraus dentro da cave, depois de longas trilhas subindo em curvas, sempre apoiados em seus andadores com rodinhas, transpirando a paciência de quem já não pode apressar-se, tanto porque o corpo não o deixa fazê-lo, quanto pois de fato não têm pressa de que o tempo se lhes passe ainda mais.

Mas não os vimos só de bengalas, vimos de bicicleta! Andam aos bandos pelas excelentes ciclovias européias, hordas de idosos totalmente equipados, com suas roupas de montanha, mochilas, cantis e capacetes.

Não se deixaram abater por aquelas marcas físicas do tempo, continuam com seus corpos flexíveis e fortes, tal qual com certeza o são seus espíritos. Tampouco têm qualquer vergonha da estranheza que causa o contraste entre a face enrugada, cabelos brancos, e aquelas roupas esquisitas coladas ao corpo e muito coloridas. Andam pelas estradas, bosques, cidades históricas e metrôs (sim, na Europa pode-se entrar de bicicleta no metrô, sem problemas! E isso não incomoda a ninguém, pois há, acima de tudo, respeito pelo outro).

Ficamos imaginando se, quando tivermos aquela idade, teremos o fôlego, a força e, principalmente, a vontade que deles emana, de fazer centenas de quilômetros por visuais mágicos de montanhas e vales, em cima de bikes, com mochilas enormes às costas!

Essa energia (prána) e essa vontade (bháva) pode sim ser mantidas por muito tempo. É o que nos propõem os conceitos e técnicas do Método DeRose, a filosofia de vida que escolhemos, e que nos impulsiona a fazer coisas e ir a lugares antes impensados, que nos mantêm eternamente jovens, nos estimula à imortalidade, através da perpetuação de obras concretas, construídas com nossas próprias mãos.

Estar vivo não significa viver a vida. São coisas completamente diferentes. Para mantermo-nos vivo, precisamos dos amigos, dos sonhos, das realizações, dos desafios, das viagens, das experiências inesquecíveis.

E é o que fazem esses jovens velhinhos, um exemplo para muitos de nós, acomodados na cadeira do escritório ou no sofá da sala, um estímulo para que continuemos vivos e em movimento, somando a eterna curiosidade da criança à perene experiência do ancião.







28 de setembro de 2011

Vão-se os verões, ficam as fotos...

Difícil tarefa escolher dentre as mais de 700 fotos de Budapest quais vamos manter e quais podemos deletar, pois só dá pra publicar 200 por álbum no Facebook. E dessas, ainda temos de selecionar somente umas 100 a revelar. Trabalho duro!

Em Praga a mesma coisa, só que tiramos mais fotos ainda, talvez 800. E olha que ficamos apenas 3 dias em cada cidade! Enfim, missão cumprida e o passeio todo está publicado para os amigos curtirem conosco. Aliás, acho que revelar fotos está virando coisa antiquada, o lance é postar…

Isso me lembra meu grande amigo JM, cujo pai conseguiu uma megapromoção durante o inverno e comprou milhares de filmes para vender na sua lojinha em Balneário Camboriú no verão seguinte, ainda no pico do turismo argentino. Seria um lucro fabuloso!

Mas naquele ínterim, em poucos meses as máquinas digitais tomaram conta do mercado. Ninguém mais usava filmes e o estoque todo ficou para a posteridade. Já se vão quase 10 anos e... se algum colecionador ou fotógrafo "das antigas" quiser filme de máquina, posso indicar, e garanto que sairá quase de graça.

Mas talvez já estejam vencidos...