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17 de janeiro de 2013

Fettuccine alla romana

[Post publicado em 22/4/2011]

Depois de muito tempo sem marcar presença na cozinha, hoje brinquei de chef e coloquei em prática aquele que creio ser um dos mais fáceis - e sem dúvida o mais saboroso - dos pratos à base de molhos vermelhos: o fettuccine alla romana.

É simplesmente delicioso!
Esse prato é uma combinação de sabores intensos e marcantes, e recomendo seja apreciado com um excelente suco de uva integral, uma água com gás de primeira, ou quem sabe ambos juntos, meio a meio, bem gelados... mas isso já é papo para outro post.

Vamos à receita mágica (como diz meu amigo Jojó, para o meeeu paladar...). E se você deseja impressionar convidados, prepare seu ego para os elogios...

Para 4 pessoas, um pacote de 500g é suficiente. Mas escolha um fettuccine preferencialmente fresco, ou de excelente qualidade, daqueles mais largos, muuuito largos.

Descasque uma cabeça de alho - ou mais, se você for um apreciador desta iguaria - e corte cada dente em fatias bem fininhas. Ponha o alho para fritar com azeite de oliva, depois que começar a dourar, acrescente cogumelos frescos fatiados, alcaparras e azeitonas pretas inteiras sem caroço.

Deixe fritar mais um pouco e depois acresça 6 a 8 tomates inteiros pelados, daqueles que já vem em latas, para facilitar o trabalho, claro. Afinal, estamos aqui para nos divertir!

Aos poucos, o tomate vai-se desmanchando, mas não queremos que se desfaça por completo, pois os pedaços darão um toque especial ao prato na hora de servir.

Acrescente sal a gosto e tempere com noz moscada em pó, ervas de provence e outras especiarias, sem moderação. A partir daqui, a obra de arte em concepção passa a ser do próprio autor eventual, que é assim co-criador da receita. Esta, por sua vez, passa a ser dinâmica, mutante, pois se aprimora a cada preparo, em cada lar.

Voltando ao sabor da nossa pasta, nesse ponto do cozimento, o tomate soltará bastante líquido, portanto não é necessário acrescentar água, basta deixar fervendo alguns minutos em fogo baixo, com a frigideira tampada ou semi-aberta.

Enquanto isso, a água do fettuccine já está a ferver, podendo ser acrescentado um fio de azeite e um caldo de legumes. Aponha a massa no instante da ebulição e deixe cozer pelo tempo marcado na embalagem. Mas aplique aqui o axioma número 1 do Método DeRose, não acredite: acompanhe a alquimia do cereal na água fervente e desligue o fogo quando estiver al dente, já tendo preparado o escorredor. Este é um momento precioso, pois se a retirada da água não se der rapidamente, nos arriscamos a estragar o ponto da massa e tudo vira uma gororoba.

Pronto, acrescente o molho sobre a macarronada e mais um pouco de azeite, se lhe aprouver.
Para fechar, um queijo grana ralado na hora será o catalisador dessa delícia a embriagar seu paladar e de seus amigos.

E nessa boa mesa, regada ainda a pimenta e depois um café gourmet, o prazer da companhia faz de uma noite de outono aquela experiência sensorial inesquecível.

Buon appetito!

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Vida social digital: um grande paradoxo

Puxa, faz tanto tempo que não apareço por aqui... mais de seis meses!
Parece que estou visitando uma casa antiga, na qual já não mais resido.

Há poucos anos, os blogs surgiram como a grande febre, a novidade que substituiria colunas, sites e até jornais, aquilo que poderia fazer de qualquer pessoa um escritor de sucesso em semanas, e todos teriam seus 15 minutos de fama. Mas a conectividade é tão infinitamente ágil nos nossos dias, que essa onda passou e já temos outra que, de certa forma, está absorvendo os blogs: Facebook.

Nessa rede podemos não só escrever posts, tal qual nos blogs, mas também compartilhar instantaneamente, ler boas publicações, receber notas, avisos e mensagens, curtir, visitar os familiares, encontrar antigos amigos (não velhos...), trabalhar, estudar, viajar, mostrar as fotos da viagem... Ufa! É tanta coisa que nunca usaremos tudo! No blog, podemos escrever muito e bem, mas se o próprio autor não compartilhar no Face, o post provavelmente passará despercebido. Faça um teste se quiser.

Mas é preciso tomar cuidado com dados pessoais publicados. Revise periodicamente o módulo Sobre e confira se cada informação está marcada como Pública ou Exclusiva para amigos e familiares. Isso não apenas por questão de segurança, mas sim de imagem pessoal: muito cuidado com o que você curte, segue ou compartilha. Textos mal escritos, fontes duvidosas, informações falsas, boatos, propagandas. A quantidade de lixo na "nuvem" é diretamente proporcional à infinita criatividade humana.

Se você tiver de escolher entre dois candidatos para contratar, qual escolheria? Um que, mesmo apresentando bom currículo, aparece na sua página em baladas, bebendo e fumando, ou escreve coisas sem conteúdo? Ou outro cujo histórico pode não ser tão bom, mas pelo seu perfil pode-se ver que é organizado, tranquilo, bem família, que curte e compartilha coisas inteligentes? Você vai sair com a gatinha ou gatinho, resolve visitar seu perfil e vê que ele/ela curte Michel Teló. Vai encarar mesmo assim? Não há nenhum problema em curtir a música de vez em quando, dançar, brincar, divertir-se, mas precisa ir até lá curtir a página dele?

Enfim... mesmo com todos os prós e contras - como tudo na vida -, aproveite intensamente essa vida social digital, que aliás é um grande paradoxo: antes, tínhamos poucos amigos, mas os víamos com frequência e intensidade. Hoje, temos milhares, nos relacionamos a cada segundo, mas sem nenhum contato físico. 

Serão essas as relações humanas do futuro?
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13 de fevereiro de 2012

Você está insatisfeito?


Extraído do livro Método de boas maneiras, do Comendador DeRose.

Meio século de vida me ensinou a aceitar um defeito do ser humano como algo incurável: sua insatisfação.

Dei a volta ao mundo inúmeras vezes e conheci muita, mas muita gente mesmo. Travei contato íntimo com uma infinidade de fraternidades iniciáticas, entidades culturais, associações profissionais, academias desportivas, universidades, escolas, empresas, federações, fundações... Em todas elas, sem exceção, havia descontentamento.

Em todos os agrupamentos humanos há uma força de coesão chamada egrégora. Pela lei de ação e reação, toda força tende a gerar uma força oponente. Por isso, nesses mesmos agrupamentos surgem constantemente pequenos desencontros que passam a ganhar contornos dramáticos pela refração de uma ótica egocêntrica que só leva em conta a satisfação das expectativas de um indivíduo isolado que analisa os fatos de acordo com suas próprias conveniências.

Noutras palavras, se os fatos pudessem ser analisados sem a interferência deletéria dos egos, constatar-se-ia que nada há de errado com esses fatos, a não ser uma instabilidade emocional. Instabilidade essa que é congênita em todos os seres humanos. Uma espécie de erro de projeto original, que ainda está em processo de evolução. Afinal, somos uma espécie extremamente jovem em comparação com as demais formas de vida no planeta. Estamos na infância da nossa evolução e, como tal, cometemos inapelavelmente as imaturidades naturais dessa fase.

Observe que raríssimas são as pessoas que estão satisfeitas com seus mundos. Em geral, todos têm reclamações do seu trabalho, dos seus subalternos e dos seus superiores; da sua remuneração e do reconhecimento pelo seu trabalho; reclamações dos seus pais, dos seus filhos, dos seus cônjuges, do seu condomínio, do governo do seu País, do seu Estado, da sua cidade, da polícia, da Justiça, do departamento de trânsito, dos impostos, dos vizinhos mal-educados, dos motoristas inábeis, dos pedestres indisciplinados... Quanta coisa para reclamar, não é?

Se formos por esse caminho, concluiremos que o mundo não é um lugar bom para se viver e seguiremos amargurados e amargurando os outros. Ou nos suicidaremos!

Já na antiguidade os hindus observaram esse fenômeno da endêmica insatisfação humana e ensinaram como solucioná-la:

"Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o chão com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles."

Ou seja, a solução não é reclamar das pessoas e das circunstâncias para tentar mudá-las e sim educar-se a si mesmo para adaptar-se. A atitude correta é parar de querer infantilmente que as coisas se modifiquem para satisfazer ao seu ego, mas sim modificar-se a si mesmo para ajustar-se à realidade. Isso é maturidade.
A outra atitude é neurótica, pois jamais você poderá modificar pessoas ou instituições para que se ajustem aos seus desejos. Não seja um desajustado.

Então, vamos parar com isso. Vamos aceitar as pessoas e as coisas como elas são. E vamos tratar de gostar delas. Você vai notar que elas passam a gostar muito mais de você e que as situações que antes lhe pareciam inamovíveis, agora se modificam espontaneamente, sem que você tenha que cobrar isso delas.

Experimente. Você vai gostar do resultado!
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28 de janeiro de 2012

Não reclame. Mude!

Há um comportamento que parece inato do ser humano: a atitude de reclamar.
Se você não gosta do seu emprego, mude o jeito de trabalhar, mude aquilo que você não gosta, interfira no mundo ao seu redor.
Mude o emprego, ou então mude de emprego. Mas não fique na mesma, e reclamando das coisas.
O hábito de reclamar afeta diretamente o emocional do reclamão, mas caso se torne crônico, pode até ser somatizado em uma doença.
Não tem coisa mais neurótica do que um marido ou esposa reclamando do seu cônjuge o tempo todo para os amigos ou amigas!
O casamento não está mais dando certo? Que tal fazer uma DR num restaurante bem legal, ou tentar recuperar o carinho perdido com uma nova lua-de-mel bem romântica em Buenos Aires?
Mude o seu casamento!! Ou então mude de casamento!!!
Reclamar não muda nada, e ainda estressa todo mundo à sua volta e faz um mal danado para você.

17 de janeiro de 2012

Mentalize a coisa certa, do jeito certo...


Este artigo foi escrito para publicação no livro Mentalização - o poder de transformar a realidade, do Instrutor Carlo Mea, Diretor da Unidade Parioli (Roma - Itália), Escola Credenciada do Método DeRose.

O livro está em fase final de revisão para publicação em breve, e a publicação antecipada deste trecho é também uma homenagem ao meu amigo Carlo, grande guerreiro do SwáSthya!!

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"Professor Rodrigo De Bona é Vice-Presidente da Federação do Método DeRose de Santa Catarina (Brasil), autor de três livros de sucesso e director da Unidade Kobrasol, no mesmo Estado.
Um dia, depois de um período prolongado de obras na sua Unidade, viu-se em dificuldades económicas. Durante um círculo de mentalização (sat chakra) muito poderoso, feito exclusivamente entre os instrutores na sede da sua Federação, mentalizou muito dinheiro se lhe chegando. Imaginou que notas de 100 Reais lhe choviam em cima, muitas e muitas notas a voar em torno de si.
Terminada a prática de mentalização, saiu com os instrutores para jantar em um restaurante próximo. Estacionou seu carro do outro lado da rua e, ao atravessar, viu uma carteira no meio da via, e não era uma marca qualquer, era uma Montblanc! Abriu a carteira e estava cheia de notas de 100 Reais, além de muitos cartões de crédito!
Obviamente, com base no tão especial código de ética da nossa proposta cultural, Professor Rodrigo decidiu imediatamente devolver a carteira ao dono. Abriu-a e achou um documento de mergulhador com foto. Foi-se então à procura do dono: entrou em um café que estava em frente, buscando dentre os clientes sorridentes aquele rosto estático de uma foto 3x4, mas não o encontrou. Chamou um garçom para pedir ajuda, o qual, não tendo também localizado a pessoa dentre os comensais, saiu com ele do estabelecimento para despedirem-se.
Nesse instante, eis que o garçom, ao olhar para o meio da rua, vislumbrou uma nota de 100 Reais a esvoaçar rente ao chão. Depois outra e mais outra ainda. Eram várias, espalhadas pela rua a revoar com o vento em um redemoinho monetário tentador! Foram ao encontro delas para recolhê-las, o garçom pegou uma nas mãos com todo cuidado, pois aquilo era para ele talvez o equivalente a uma semana inteira de trabalho. Mas, rigoroso com seus princípios, Rodrigo lhe pediu de volta a nota e colocou-a na carteira, dizendo que iria devolver todas, juntamente com os documentos, tal qual encontrou.
Na carteira havia alguns cartões de visitas do proprietário, que era dono de uma empresa de táxi aéreo, lojas de automóveis etc. Assim, telefonou na mesma hora para o dono do achado, que estava em casa e, estupefato, informou ainda nem sequer ter-se dado conta de que havia perdido seus pertences. Ele passara de moto naquela rua minutos antes e a carteira caíra do bolso de sua jaqueta, espalhando o dinheiro pela rua ao longo de dezenas de metros. Imediatamente combinaram de se encontrar no caminho para casa e, menos de 10 minutos depois, o empresário já estava com todos os seus cartões intactos, sua bela carteira Montblanc e cada uma de suas notas de 100 Reais devidamente organizada.
Naquele momento, Rodrigo titubeou, disse que se arrependera de não ter deixado pelo menos uma das notas com o garçom, pois ela não faria nenhuma falta ao rico homem de negócios, mesmo assim, no momento de decisão, fez a escolha que achava mais justa. O homem ainda tentou oferecer-lhe todo o dinheiro achado, pois o que lhe interessava eram os cartões e também a rara carteira negra. Obviamente a oferta não foi aceita, pois não parecia justa. Trocaram seus cartões de contatos e foram-se para casa: um, feliz por ter achado aquilo que nem o sabia perdido, outro por ter feito aquilo que sua consciência considerava obviamente o correto: devolver ao dono o que lhe é de direito, já que todo aquele dinheiro não era seu.
Hoje em dia, a Unidade Kobrasol está reformada, ainda maior, mais bonita e tem uma óptima estabilidade económica. Rodrigo fez questão de comprar sua prórpia carteira Montblanc, como forma de lembrar-se da justa busca pelo sucesso vista naquele empresário desatento, mas também da ética que deve sempre permear nossa vida.
Mas o mais importante que esta história nos ensina é que não basta mentalizar o que se quer, é preciso fazê-lo com absoluta riqueza de detalhes, em todas as suas nuances. Não adianta apenas imaginar que apareçam notas de 100 a lhe chover em cima, é preciso mentalizar que todas elas sejam realmente suas! Mentalize você recebendo-as em mãos, veja-se segurando e guardando-as com a consciência tranquila de que você fez tudo o que devia e merece ter aquele dinheiro.
É exatamente o que nos ensina nosso Mestre DeRose desde a década de 1960 (Prontuário de Yôga Antigo, edição histórica só para colecionadores):
“Jamais imaginar o que não se deseja ver realizado. O pensamento negativo é mais poderoso do que o positivo, porque o ser humano está educado e condicionado no sentido de utilizá-lo mais. “
“Visualizar somente o que se quer ver realizado e fazê-lo com nitidez e objetividade quase concreta, nos seus mínimos detalhes e minúcias, durante o máximo possível de horas ao dia e todos os dias, ininterrupta, incansável e entusiasticamente, até obter sua cristalização no plano da matéria física.”
“Mentalizar é criar no plano mental o que queremos ver precipitado no nosso mundo individual.”
"

19 de dezembro de 2011

Que tal fazer seu Balanço Patrimonial?

Mais um ano se passou, e parece que cada vez mais rápido!

Já é tradição aproveitarmos esses momentos de festas, férias, reuniões em família e descanso para refletir sobre a vida, pensar no futuro, avaliar o ano e fazer promessas para o novo tempo que está chegando.

Mas este é também um momento muito especial para qualquer empreendedor. É hora de "fechar para balanço", fazer as contas, reajustar os planos, elaborar projeções de investimentos, despesas, viagens... E isso não é coisa que devamos entregar aos nossos contadores, gerentes de bancos e amigos. A não ser que seus conselheiros já sejam ricos, com certeza farão com o seu dinheiro o que a maioria desses profissionais faz com o deles próprios: nada.

Afinal, como diz um comercial de banco atual, "ou você ou o seu dinheiro terão de trabalhar pelo resto da sua vida". O que você prefere?

Por isso, a virada do ano é também ideal para se fazer um Balanço Patrimonial. O que é isso? Simples: faça uma planilha listando todos os seus bens, tudo o que você tem de valor (carro, imóvel, estoque de produtos, ações, poupança, saldo no banco...). "Passe a régua" e você tem o seu total de Ativos. Depois anote à direita todos os seus Passivos (saldo financiado a pagar do carro, apto etc.).

Basta diminuir as dívidas dos ativos e você terá o seu Patrimônio Líquido no final de 2011. Vá mais adiante! Compare seu PL atual com o do ano anterior, para ver qual foi o seu acréscimo patrimonial (para um empreendedor, jamais existe decréscimo!), e vá voltando no tempo, ano a ano, o quanto desejar.

Isso é fundamental para o monitoramento da evolução dos seus planos pessoais, de curto, médio e longo prazo. O que quer que você planeje fazer nos próximos 5 anos, posso garantir, demandará uma boa quantia de dinheiro.

Fazer seu BP Pessoal é como se você estivesse rodando em uma estrada rumo ao destino desejado, mas de tempos em tempos precisasse dar uma parada para ter certeza de que está no rumo certo, o equipamento está bom, as reservas são suficientes até as próximas paradas...

Feito seu Balanço e Evolução Patrimonial, avalie sua Renda de 2011: anote quanto você ganhou em cada mês, por fonte de arrecadação, somando o total mensal, separando Remunerações Fixas e Variáveis. Depois some o total do ano e divida por 12, para termos sua Receita Anual Bruta, bem como a Média Mensal. Faça o mesmo com suas Despesas (se você é mesmo empreendedor, já deve tê-las listadas e sob seu estrito controle): separando-as entre Fixas e Variáveis, calculando seu Gasto Anual e Média Mensal.

Somente a partir daí é possível fazer um consistente Plano de Investimentos, para 2012 em diante! Mas a regra básica do investidor é: para investir, é preciso sobrar; para sobrar, ou se arrecada mais, ou se gasta menos, ou ambos. Se já está sobrando, ótimo! Defina onde você aplicará este recurso, pois se não aplicá-lo é muito provável que chegue ao final do próximo ano sem saber onde foi parar esse dimdim sagrado... Se não está sobrando, planeje o que fazer para sobrar.

Essa é a essência do ciclo de evolução patrimonial: PL sempre crescente.

Ou seja, em toda virada de ano devemos tirar uma "fotografia" sobre nosso patrimônio, renda, planos e perspectivas. E nem é preciso dizer, pois como empreendedor você já sabe que com essas informações poderá fazer muitas escolhas positivas, atuar nas fontes de arrecadação menos relevantes, para que cresçam, ou adquirir um consórcio, financiar um imóvel, planejar novos produtos.

Poderá também cortar aquela despesas supérfluas que decorrem de hábitos muitas vezes nem tão saudáveis. Só não planeje "investir" em passivos, comprar coisas pelo desejo de consumo antecipado, pois isso tem um preço, chamado juros. Aliás aqui outro bom princípio: jamais pague mais de juros do que você receberá de retorno pelo investimento que fez. Pague juros de 2% se você for ganhar pelo menos 2% de retorno onde aplicará o dinheiro financiado.

Posso lhe garantir que, quanto mais rigoroso for seu controle sobre suas finanças, patrimônio e renda, avaliando o passado e planejando o futuro, mais prosperidade você alcançará! Estabeleça suas metas, seus prazos, cumpra seus próprios planos! E faça um bom swádhyáya patrimonial periódico.

Afinal, para que serve a prosperidade se não para nos trazer liberdade, autossuficiência, segurança, conforto, satisfação, saúde, estabilidade? E esses conceitos fazem parte do nosso Método DeRose!

Para encerrar essa conversa, tão interessante aos empreendedores quanto temerosa aos simples "consumidores", seguem algumas dicas de documentos que você deve guardar toda virada de ano, para que este seu Balanço Patrimonial tenha valor, mediante registro da sua Declaração Anual de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

E lembre-se, jamais declare-se isento do Imposto de Renda, para prosperar é preciso pagar muito imposto! Deseje pagar bastante, pois assim estará com certeza ganhando muito!

Bom final de ano!

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Caros amigos, estamos chegando ao final do ano, e está na hora de prepararmos o IRPF, como sempre.

Se você tem uma empresa (ME etc.), precisa começar solicitando ao seu contador o fechamento da contabilidade - você precisará desses dados para gerar os Informes de Rendimento com retiradas de lucros e Pró-Labore pra fazer sua Declaração Anual.

Separe também em uma pasta organizada os documentos listados abaixo. Aliás, é bom sempre no início de cada ano abrir um envelope para o IRPF e ir guardando seus documentos principais lá ao longo do ano, para já ter tudo pronto nessa hora.

  • Declarações de rendimentos de todas as contas bancárias - pode ser tirada pela Internet. No extrato da net ou na máquina do banco sempre tem algum link para “Informe de Rendimentos 2011”;
  • Extrato de 2011 de investimentos em títulos de capitalização, aplicações, fundos fixos, ações etc., se já não estiver no mesmo extrato do banco;
  • Extrato de previdência privada referente a 2011 – pode ser pedido no banco ou até retirado pela internet;
  • Documentos de compras ou vendas de carros, imóveis etc., se houver – contrato de compra e venda, recibos, cópia do DUT ou NF do carro etc.;
  • Extrato de pagamentos e saldos devedores de carros ou imóveis financiados – pode ser pedido na construtora ou no banco ou financeira;
  • Extrato de pagamentos e saldos de consórcios de carros imóveis e outros bens;
  • Recibos de receitas de aluguéis ou aulas de alunos – feitos ao longo do ano.
  • Recibos de despesas com médicos, clínicas, hospitais, cirurgias, dentistas etc.
  • Extrato de pagamentos do plano saúde de 2011 – pode pedir pra enviarem por e-mail ou tirar pela internet, lembrando que só valem notas fiscais ou recibos oficiais, numerados e com a identificação do profissional ou empresa;
  • Outros documentos de aquisição ou venda de bens, ou dívidas contraídas ao longo do ano, ou outra mudança patrimonial significativa;
  • Declaração do IRPF do ano anterior, se vinha sendo feita;
  • Por fim, DECORE da Empresa (pra quem é sócio de alguma), incluindo os totais de retirada de lucro e Pró-Labore.

22 de novembro de 2011

Quem é mais feliz?

A busca da felicidade tem sido um tema recorrente nos dias atuais. Qualidade de vida, bem-estar, conforto, são conceitos que já caíram em descrédito, tamanha a banalização que se fez do seu uso.

Em qualquer meio de mídia vê-se o link do produto com tudo o que há de bom na existência. Vê-se o slogan “compre um apartamento em nosso condomínio e você terá qualidade de vida para sempre”, como se morando lá fôssemos deixar de ter todos os nossos desafios diários afetivos, financeiros, profissionais, filosóficos, urgentes ou crônicos.

E promete-se qualidade de vida em tudo: apartamentos, carros, liquidificadores, geladeiras, celulares (que nos escravizam!), internet, política, polícia, comida, bebida, álcool e outras drogas. Ficou tão corriqueiro que, na minha opinião (com a mão espalmada no peito como faz meu amigo Jojó), usar esses termos chega a queimar o filme da empresa que está tentando vendê-lo.

Pior ainda é a pretens[a opini]ão de comparar felicidade. A minha é melhor do que a sua. Meu trabalho é mais honesto, minha família mais amorosa, sou mais rico...

Como pode alguém, por morar em uma cidade grande, com acesso à internet, celular, carro e todas as mordomias da tecnologia moderna, bem acomodado em seu apertamento, como pode este individuo moderno crer ser mais feliz do que outro que vive no campo, que tem de labutar todos os dias na terra, com calos nas mãos e rachaduras nos pés, cuja pele já carrega as cicatrizes rasgadas pelo tempo e secas pelo sol.

Quem pode afirmar ser mais feliz: um homem que mora no mato ou na metrópole? A dona de casa do interior ou a advogada bem sucedida da capital? Um médico, físico, engenheiro ou professor? Impossível avaliar, pois tão subjetiva é a ponderação sobre os sentimentos da mente humana, que não se pode afirmar haver parâmetro, uma régua ou medida padrão para tamanha comparação.

http://olhares.uol.com.br/cidade_vs_campo_foto1794652.html


Cada pessoa é única, e como tal tem de buscar sua própria felicidade, sua fonte da juventude, aquilo que pode nos fazer tão completos e realizados a ponto de se nos deparamos com um sorriso à toa no meio da tarde, um ócio contemplativo na janela do 9o. Andar. Ou espreguiçar-se em uma reunião, dar-se o incrível luxo de ter – ou não ter – mais luxo, mais tempo, mais nada a fazer. Definitivamente, a maior felicidade está nos momentos mais fugazes e nas menores coisas.

Precisamos de muito autoconhecimento para gerenciar o delicado balanço entre trabalho, família, lazer, saúde, cuidado de si e outras egrégoras, e do resultado disso tudo surge a felicidade mais natural e duradoura, quando tudo entra em sintonia.

É quando a harmonia das esferas se faz ouvir na multidão, basta estar atento. Afinal, a felicidade é instantânea e não duradoura, pontual e não linear, tal qual a própria existência.

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29 de setembro de 2011

Quadrilhas de velhinhos de bike pela Europa!

Uma coisa nos impressionou bastante durante nosso passeio na Europa nesse ano de 2011. Aliás, milhões de coisas nos impressionaram, claro, mas esta não poderia passar sem destaque. E talvez já a tenhamos visto em tantas outras viagens, mas só agora isso se nos revelou.

É incrível a quantidade de velhinhos com que cruzamos em todos os lugares, fazendo turismo, em grandes grupos, em família ou mesmo em casais, de mãos dadas pelas ruas!

Tão bonitinhos vê-los olhando tudo com o encanto de uma criança. E de fato o são. Esses senhores e senhoras, apesar da idade avançada, conseguem manter a curiosidade, a vontade de aprender coisas novas e, em especial, a inquietude inerente à infância.

E não estamos falando de pessoas de meia idade, e sim daqueles os quais as estatísticas atuais já consideram idosos, com mais de 70 anos! Dizem que hoje em dia os 50 são os novos 40, e assim por diante. Esses idosos, são aqueles em cuja face já estão inexoravelmente cravadas as marcas do tempo, dos prazeres e desalentos, das virtudes e vícios.

E o corpo, este veículo tão sensível que carrega nosso ímpeto a todos os lados: frágeis, curvados, endurecidos pela vida, ainda assim todos eles passeiam nos lugares mais impensáveis, com bengalas, muletas, cadeiras de rodas e até andadores! Isso mesmo, vimos muitos idosos - mas muitos mesmo, não 10 ou 20, e sim centenas! - nos pontos turísticos que nós, no auge de nossos "novos 30", já sentimos dificuldade em alcançar. Normalmente em passeios guiados, organizam-se em grupos e vão adiante, sem qualquer receio.

Topos de castelos e torres de catedrais, salas e salas de museus, pontes, montanhas, cachoeiras, cavernas. Eles estão em todo lugar! No seu tempo, vão percorrendo os caminhos que os levam a adquirir mais e mais conhecimento.

Por exemplo, no ponto mais alto e mais difícil que visitamos, a 1885 metros de altitude (Eisreisenwelt, as maiores cavernas de gelo do mundo), lá estavam eles, subindo lentamente todos os 1400 degraus dentro da cave, depois de longas trilhas subindo em curvas, sempre apoiados em seus andadores com rodinhas, transpirando a paciência de quem já não pode apressar-se, tanto porque o corpo não o deixa fazê-lo, quanto pois de fato não têm pressa de que o tempo se lhes passe ainda mais.

Mas não os vimos só de bengalas, vimos de bicicleta! Andam aos bandos pelas excelentes ciclovias européias, hordas de idosos totalmente equipados, com suas roupas de montanha, mochilas, cantis e capacetes.

Não se deixaram abater por aquelas marcas físicas do tempo, continuam com seus corpos flexíveis e fortes, tal qual com certeza o são seus espíritos. Tampouco têm qualquer vergonha da estranheza que causa o contraste entre a face enrugada, cabelos brancos, e aquelas roupas esquisitas coladas ao corpo e muito coloridas. Andam pelas estradas, bosques, cidades históricas e metrôs (sim, na Europa pode-se entrar de bicicleta no metrô, sem problemas! E isso não incomoda a ninguém, pois há, acima de tudo, respeito pelo outro).

Ficamos imaginando se, quando tivermos aquela idade, teremos o fôlego, a força e, principalmente, a vontade que deles emana, de fazer centenas de quilômetros por visuais mágicos de montanhas e vales, em cima de bikes, com mochilas enormes às costas!

Essa energia (prána) e essa vontade (bháva) pode sim ser mantidas por muito tempo. É o que nos propõem os conceitos e técnicas do Método DeRose, a filosofia de vida que escolhemos, e que nos impulsiona a fazer coisas e ir a lugares antes impensados, que nos mantêm eternamente jovens, nos estimula à imortalidade, através da perpetuação de obras concretas, construídas com nossas próprias mãos.

Estar vivo não significa viver a vida. São coisas completamente diferentes. Para mantermo-nos vivo, precisamos dos amigos, dos sonhos, das realizações, dos desafios, das viagens, das experiências inesquecíveis.

E é o que fazem esses jovens velhinhos, um exemplo para muitos de nós, acomodados na cadeira do escritório ou no sofá da sala, um estímulo para que continuemos vivos e em movimento, somando a eterna curiosidade da criança à perene experiência do ancião.







7 de setembro de 2011

Liberdade por lei, mas até a lei

O Dia da Independência do Brasil bem que poderia ser o Dia da Independência no Brasil.
Durante esse dia - que continuaria sendo feriado nacional - todas as pessoas poderiam ser livres para o que quisessem fazer. E isso seria instituído por lei!
Todos poderiam passear até onde ousassem chegar, comer o que lhes apetecesse ao paladar, do jeito que lhes aprouvesse e a seu bel prazer, bem vestidas ou não, sós ou em muitos. Poderíamos viver, amar, trabalhar ou vadiar, ler, ouvir, falar, curtir ao extremo.
Seria um verdadeiro dia da liberdade, não de um país, mas de uma nação, composta pelos seus indivíduos realmente livres, independentes, de corpo e mente, alma e coração.
Mas a liberdade não precisa de um dia oficial, tampouco de uma lei. Mesmo assim temos por lei este dia, e temos até nossa individualidade por lei estabelecida.
Então por que muitos de nós mesmo assim dela não usufruímos?
Sim, a lei nos dá liberdade, mas também no-la tira. Afinal, viver em sociedade é limitar sempre nossa liberdade à do outro.
Assim, saímos da seara da independência e adentramos a nebulosa temática gregária do ajustamento social.
Mas isso já é outro papo... talvez para um dia "útil"...
Aproveite seu feriado.
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10 de fevereiro de 2011

Viver ou juntar dinheiro? Os dois, claro!

Tenho recebido de diversas pessoas um e-mail que anda circulando pela internet, com um artigo do consultor Max Gehringer, intitulado "Viver ou juntar dinheiro?" O artigo é muito interessante e orienta sobre a devida importância que devemos dar ao dinheiro em nossa vida, em contraposição ao conceito de "curtir a vida". Mas, sob minha ótica, não está coerente em suas idéias mais intrínsecas.

Em resumo, a questão é: o que é mais importante, juntar dinheiro ou aproveitar a vida? Eu digo: depende da ótica que se dá para estes conceitos... e por fim, dou minha opinião enfática: os dois.

Por exemplo, se estamos considerando “juntar dinheiro” naquele sentido sovina, de juntar por juntar, com a intenção de ficar rico apenas por ficar rico, de ter cada vez mais e mais, sem compartir, curtir, o que se traduzirá em solidão, infelicidade, egoísmo, falta de compaixão, frieza... é claro que o foco em juntar dinheiro parece uma atitude terrível!

Mas se estamos falando de juntar dinheiro para garantir segurança, conforto e estabilidade a você e à sua família, de trabalhar mais no dia de hoje para garantir um dia de amanhã estável e feliz para todos, desde que isso seja feito com o devido equilíbrio entre trabalho, lazer, felicidade, saúde e qualidade de vida, e sempre com muita ética e responsabilidade, que fantástico poder tomar essa decisão com tamanha lucidez!

Da mesma forma, temos uma possível interpretação dúbia ao dizer que é mais importante curtir a vida. O que é isso? Curtir como quem vive ao léu, como quem não ajuda em nada a sociedade, como quem é micróbio social e apenas suga da estrutura existente? Curtir como quem não quer nada com nada, quem usa a desculpa de "apenas viver o dia de hoje" ou de "minha meta de vida é ser feliz" para não fazer nada de concreto, não levar nada até o fim ou não ter de assumir a responsabilidade sobre sua vida?

Isso é, no fundo, uma fuga do mundo real, tanto quanto a daquele indivíduo que junta por juntar, e também acaba isolado. E esse tipo de comportamento é muito fácil quando se tem uma sustentação, ou simplesmente não se tem noção precisa da realidade. E muitas vezes se traduz em um grande desperdício de potenciais criativos e produtivos, em uma leva de pessoas que poderiam estar contribuindo muito mais para uma sociedade melhor, mas preferem ficar alheias ao “sistema”.

Mas por outro lado temos também a possibilidade de curtir a vida, como muito bem sugere nosso amigo Max, comendo pizzas, tomando cafezinhos e caipirinhas, fazendo viagens, comprando roupas caras, adquirindo itens supérfluos e descartáveis... Nossa! Isso sim é que é curtir a vida!

Mas há uma incongruência aí: ele se diz "pobre" aos 61 anos tendo feito isso tudo! Não posso concordar com isso, primeiro porque ele é rico pelo tanto de prazer, felicidade e grandes experiências que pode vivenciar por toda sua vida. Mas, principalmente, porque ele tem um ótimo trabalho, que lhe dá uma excelente remuneração, a qual lhe proporciona acesso a todos esses bens de consumo. Isso é ser pobre? Desculpem-me, mas não é o que eu entendo por este conceito...

Ser pobre, no meu ponto de vista, é passar fome, não ter casa, nunca ter comido uma pizza, jamais ter saído de sua cidade ou estado, não saber se receberá um salário no mês que vem, nem se seus filhos terão comida à mesa. É ter de enfrentar a fila do SUS e esperar seis meses por um simples exame, é ter de pegar dois ônibus lotados para chegar ao trabalho e, no final do mês, ganhar um mísero salário mínimo... ou dois... ou três... E eu lhes garanto, nosso "pobre" amigo consultor ganha muito, mas muito mais do que isso!!

Não tenho bem certeza se quem anda espalhando esses e-mails quer passar a mensagem de "curta a vida porque a vida é curta", de “não trabalhe tanto, não seja sovina” ou, por outro lado, querendo dizer "sou tão mais feliz em ser pobre, porque ser rico dá muito trabalho...", ou talvez "sou pobre porque não consigo ganhar mais do que isso...", ou ainda “não estou disposto a fazer o que seria preciso para ser mais rico, mas eu gostaria de ter um carro mais seguro, de poder conhecer outras culturas, de morar em uma casa maior e mais confortável...”

Creio que o caminho do meio, o princípio sattwa da filosofia Sámkhya, é sempre a melhor opção. Quero sim ficar rico, porque tenho bem claro que o dinheiro não é um fim em sim mesmo, e sim um meio. E, principalmente, porque o dinheiro pode me proporcionar liberdade, como nenhuma outra coisa nem ninguém pode! Trabalho duro todos os dias, pois acredito muito no que faço e sei que estou fazendo a minha parte por um mundo melhor.

Como diz o ditado, ganho mais do que preciso, mas menos do que mereço, com certeza.

Porque a pior pobreza é, sem dúvida, a de espírito...

23 de janeiro de 2011

Felicidade real x miséria existencial

O mundo está cada vez mais globalizado, as mudanças são rápidas, as crianças aprendem cada vez mais cedo a serem adultas. Mas esse processo inexorável de aceleração evolutiva tecnológica que temos acompanhado especialmente nos últimos 50 anos não tem necessariamente trazido felicidade para o Homem.
A informática facilita nosso dia-a-dia, torna-a confortável. Já descobrimos a cura para quase todas as doenças e talvez daqui a poucos anos conquistaremos uma vida quase eterna. Mas apesar de tudo isso o Ser Humano está cada vez mais infeliz.
É como se a ampliação do conhecimento, a descoberta do universo, a evolução da ciência, medicina, filosofia, nos trouxesse ao mesmo tempo um imenso vazio interior, um vácuo existencial – temos tudo o que queremos mas nos falta algo, inexplicável, inatingível.
Nesse contexto, as drogas surgem como uma válvula de escape rápida e eficaz, uma busca fugaz do prazer instantâneo, mas que a longo prazo aumentam ainda mais o abismo interno do ser, a falta de sentido para a existência.
E quantas pessoas conhecemos que sofrem de depressão, são tristes, infelizes, apesar de terem dinheiro, sucesso, fama. Não conseguimos compreender isso! Tudo o que alguns querem é ser famosos, e muitos dos que o são estão infelizes, amargurados...
A filosofia Sámkhya, uma antiga tradição Hindu de milhares de anos, nos ensina sobre o conceito da Tríplice Miséria Existencial. Segundo essa teoria, estamos sempre insatisfeitos com tudo e todos, em três níveis distintos:
  • Com nós mesmos: sempre estamos descontentes com nosso corpo, por exemplo. Ou somos muito gordos, ou muito magros, altos ou baixos. Não gostamos do cabelo, da roupa, da barriga...
  • Com os demais seres: mosquitos no meio da noite, moscas nos atazanando uma refeição, cachorros que latem, o motorista lento do carro da frente, o inepto caixa do banco...
  • Com a natureza em geral: ou está muito frio, ou muito calor. Chove ou faz sol demais... o tempo que não passa... ou que voa...
Além disso, cada vez que conquistamos alguma coisa, aquela necessidade suprida dá lugar a outra, maior e mais complexa, mais difícil de ser atingida. E assim nossa existência passa, escoa pelos dedos, e quando percebemos já se foram 30 anos, 40, 50...
E a crise dos 40 anos? Simples. Corremos feito doidos desde os 15 anos de idade para conquistarmos nossa independência e sobreviver nesse mundo cruel. Estudamos, trabalhamos, e os dias se repetem, praticamente idênticos, um após o outro. Então, quando nos damos conta, alcançamos aquilo que até então julgávamos o mais importante de tudo. Eis que nos acomete um vazio, uma ausência de sentido e razão de ser. O que buscar agora? Nessa fase, muitas pessoas mudam radicalmente de vida, começam tudo de novo, correndo atrás de sonhos abandonados. Outras, sem a mesma força de vontade ou estrutura psíquica, entregam-se à depressão, à televisão, álcool e remédios para dormir.
Mas o que será isso? Terá a Humanidade alguma saída para esse labirinto social e pessoal que nos envolve desde a infância? Podemos nós alcançar a verdadeira felicidade e o sucesso real, que satisfaçam nossa essência, que preenchem nosso interior e não dependem de mais nada nem ninguém a não de nossa própria sensação pessoal de plenitude?
O que você acha? Qual a saída?

24 de dezembro de 2010

Qualidade de vida urgente!


Qualidade de vida urgente!

Há 15 anos tenho conhecido centenas de pessoas que nos procuram para praticar o Método DeRose. O motivo da busca? Precisam de alguma filosofia pelas mais variadas causas. No fim, todos querem - ou necessitam - melhorar sua qualidade de vida.
O que está acontecendo com nossa sociedade?
As pessoas trabalham e estudam muito, lutam a cada dia pela sobrevivência. Ainda é preciso dar atenção à família e, no fim de tudo, após uma longa e dura semana, contentam-se com algumas horas de lazer fugaz: tomar umas cervejas, comer um churrasquinho, olhar TV e acordar na segunda-feira ainda meio de ressaca, para começar tudo de novo.

A vida está passando...
Assim passa a vida para a maioria das pessoas, e sem perceber você já está com 20, 30, 40, 50 anos! E a qualidade de vida? E o prazer, a alegria, a auto-estima, o tesão?
Tudo isso tem ficado sempre em último plano na vida da maioria de nós. E normalmente nos queixamos de falta de tempo, como sendo a causa de tudo.
Mas é tudo uma questão de prioridade. Basta classificarmos as nossas rotinas e tarefas segundo sua importância e urgência. Algumas coisas podem ser muito importantes, mas não são urgentes, e vice-versa.

O que é mais importante?
O problema é que nesse caso nossa qualidade de vida passa a não ser importante - e muito menos urgente - no nosso dia-a-dia. E quando nos damos conta, a barriga cresceu, o colesterol está alto, a resistência física e o vigor sexual já não são os mesmos.
Nesse ponto, a insatisfação já tomou conta da personalidade, e passamos a ficar ranzinzas e sem perspectivas, deprimidos ou amargurados, contando os anos para a aposentadoria. Só que muitas vezes aposentar-se é a própria sentença de morte que faltava: se a rotina e a pressão do trabalho já não eram bons, a ociosidade pode ser ainda pior.
Então o que fazer?

Dicas para o dia-a-dia
Tome algumas medidas simples porém eficazes para melhorar a sua qualidade de vida e garantir saúde e longevidade. Aqui vão minhas dicas:
1- faça uma atividade física (natação ou caminhada) 2 ou 3 vezes por semana;
2- cuide da alimentação: reduza ou elimine as carnes, frituras, sal e açúcar. Abuse das frutas, verduras e legumes;
3- durma bem: pelo menos 7 a 8 horas diárias (não adianta recuperar o atraso no fim-de-semana);
4- namore mais, vá mais ao cinema e à praia;
5- dedique alguns instantes só para você, sem família, sem trabalho - aprenda a meditar;
6- adote uma filosofia saudável de vida - algo que trabalhe o corpo sem esquecer a mente, que seja completo e promova saúde e autoconhecimento, com um aperfeiçoamento multilateral. Algo que lhe dê alegria e muito prazer... Pratique o Método DeRose!

Para meditar
"Dificuldades e obstáculos fazem parte da vida, e viver é a arte de superá-los." (DeRose)