
28 de julho de 2011
Finalmente saiu a convocação de uma Etapa Local em SC da 1ª CONSOCIAL!

27 de junho de 2011
Pró-atividade - virtude nata ou hábito a desenvolver?
Stephen Covey baseou seus fundamentos para o sucesso na Ética do Caráter – atributos como integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e na Regra de Ouro: fazer aos outros o que desejamos que nos façam. A Ética da Personalidade – crescimento da personalidade, treinamento em práticas de comunicação e educação na área de influências estratégicas e pensamento positivo – é secundário para a Ética do Caráter. O que somos transmite muito mais eloquentemente do que o que dizemos ou fazemos.
Um paradigma é a maneira como percebemos, compreendemos e interpretamos o mundo à nossa volta. É uma maneira diferente de olhar as pessoas e as coisas. Para sermos eficazes e aprimorarmos nossas habilidades necessitamos fazer uma mudança de paradigmas. A maioria das descobertas científicas é resultado de quebras de paradigmas, tais como quando Copérnico considerou o Sol como o centro do universo e não a Terra. Quebras de paradigmas são mudanças quantificáveis, mesmo que lentas, e podem ser deliberadas ou instantâneas, conscientes ou inconscientes.
Um hábito é a interseção entre o conhecimento, a habilidade e o desejo. O conhecimento é o que fazer e porque fazer, a habilidade é o como fazer; e o desejo é a motivação, o querer fazer. Para tornar algo um hábito em nossas vidas, precisamos reunir estes três elementos.
Os sete hábitos discutidos na obra tratam precisamente deste novo nível de pensamento, de uma abordagem “que vem de dentro para fora” e se volta para a eficácia pessoal e interpessoal. São uma abordagem altamente integrada que passa da dependência (você cuida de mim) para a independência (eu cuido de mim mesmo) e para a interdependência (podemos cuidar um do outro, e fazer algo melhor juntos).
HÁBITO 1: SEJA PRÓ-ATIVO
Para mim, este é não só o primeiro, mas o mais importante hábito para alcançar os resultados que almejamos. Ser pró-ativo implica ser responsável por sua vida e pelo mundo que o cerca – a capacidade de escolher uma resposta consciente a determinada situação. E a consequência disso significa influenciar direta e ativamente no meio em que se vive. Agir, em vez de esperar a ação do outro.
O comportamento pró-ativo é um produto de sua escolha consciente baseada em valores e não resultado de um comportamento reativo, baseado em sentimentos. As pessoas reativas deixam circunstâncias, condições, ou o ambiente mostrarem a elas como responder. Pessoas pró-ativas deixam seus valores selecionados, internalizados e cuidadosamente pensados dizer como responder.
Não é o que nos acontece, mas nossa resposta instantânea, nosso primeiro impulso, que diferencia estes dois comportamentos, como condicionamentos arraigados, tendências subconscientes que vêm à tona sempre que somos estimulados a agir ou reagir em determinada situação. A linguagem que utilizamos é um indicador real de nosso comportamento. Alguns exemplos comparativos estão na tabela abaixo:
Assim, compreender a proatividade como um hábito - algo que podemos interferir, mudar, aprimorar - e não simplesmente como uma virtude ou habilidade nata, faz toda a diferença para o sucesso.
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25 de junho de 2011
Vivendo e aprendendo a jogar
O dia-a-dia traz aquela rotina às vezes chata, outras tantas gostosa, de sentar no sofá (o melhor lugar do mundo!) numa tarde chuvosa de frio assistindo qualquer coisa no percorrer do controle remoto. Tudo é uma delícia, só pela companhia.
Mas também traz as diferenças, necessidades sutis, as ambições e medos. E traz a oportunidade de poder trabalhar isso tudo, que inevitável e inerente à consciência humana gregária. Pela convivência surge o esforço para ser convidado a descobrir os meandros daquela outra personalidade, face a face, olhos profundos, como que procurando ou fugindo d'algo.
Intensa é a escolha, de comum acordo, de ter alguém ao lado para que ambos evoluam, aprendam, enriqueçam-se de sabedoria, felicidade, realizações e, por que não, dinheiro. Agora, a cada instante, basta persistir na tentativa da descoberta do outro, e somente assim conseguir desvelar a si próprio.
Isso não é nada fácil, é desafiador. Mas oras bolas, nós não adoramos mesmo um desafio? Vivemos também disso, desses poderes latentes a explorar. Tantas são as habilidades a desenvolver: tolerância, paciência, clareza, desapego, cuidado, carinho, firmeza, força, humildade e liberdade...
Moleza? No fim tudo se resolve, e assim vamos avançando sem parar ao longo de uma deliciosa vida a dois.
Faz lembrar a música... nem sempre ganhando, nem sempre perdendo mas aprendendo a jogar.
23 de junho de 2011
Começando hoje a mudar o amanhã
Mais uma iniciativa pra mudar nossa cultura começando pelas crianças, com brinquedos, jogos e muito conteúdo ético implícito sendo ensinado.
Visite o site www.portalzinho.cgu.gov.br
Beijos do Rô.
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O que você tem a ver com a corrupção?
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19 de maio de 2011
2 de maio de 2011
POEMA EM LINHA RETA
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa